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De como o Natal me salvou

quero explicar-te o natal, de como fui salvo na infância pelo dia vinte e quatro. [não, para mim nunca foi o dia vinte e cinco] a religião não coube inteira dentro de mim. muito cedo acreditei no amor profundo da minha mãe e por isso não soube logo quem era jesus. demorei até a entender a ligação histórica das coisas. quando era novo, a minha mãe fazia das manhãs o dia de natal. quando nos de ixava o pequeno almoço à beira da cama. sinal de que o amor se cria durante a madrugada e nos acorda pela manhã cheio.
[as manhãs sempre tiveram o cheiro da minha mãe] era pela manhã que a minha mãe nos dizia: eu gosto é de fazer anos, porque o natal podemos celebrar todos os dias. e um dia eu não estarei por cá para apagar as velas. a minha mãe de uma ternura que já não se faz, sem fazer ideia do quê, mas a explicar-nos o sentido da vida, com uma crueldade repleta de verdade. [um dia deixamos de apagar as velas, e aguentamos apenas na memória de quem nos lembra] mas no dia vinte e quatro, pela …

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